"Mas ela não me 4ss4ss1n0u"
Eu queria que os criadores da página "mas ele nunca me bateu" (sobre relacionamentos abusivos) criassem uma chamada "mas ela não me assassinou" sobre mães narcisistas. Assim ajudava um pouco as pessoas do planeta que estão acostumadas com propaganda de dia das mães endeusando as mães como seres superiores e iluminados que sabem absolutamente tudo o que fazem, a entenderem que não é só porque a mãe não assassinou a filha que ela não pode ter negado o aleitamento materno básico até o bebê ir parar no hospital à beira da morte por desnutrição, ter chamado a filha de mentirosa quando ela contava pra família o que tavam fazendo com ela em casa pra ela não ser socorrida, fazer gordofobia com a filha quando ela ganhava um pouquinho de peso normal e saudável pra ela desenvolver anorexia nervosa, dar um tênis de velcro pra ela na adolescência enquanto a irmã ia pra escola com um pé de allstar da converse e outro com tênis de skatista, assinar uma advertência contra a própria filha quando ela apanhou de um menino na escola, e fazer de tudo pra que a filha se sinta um fardo e um peso morto até ela tentar suicídio e a mãe sair sem nenhum tipo de culpa por isso.
A situação que eu estou passando é horrível. Não tenho família nem amigos que possam me socorrer. Não tenho emprego pra fugir daqui e me bancar sozinha, se eu for embora, em algum momento vou acabar tendo que voltar. Ninguém compra as coisas que eu coloco à venda. Não me contratam pelos sites e aplicativos de freelancer, nenhum serviço que eu divulgo contratam. Eu fico aqui. Sendo torturada, sem saber o que fazer, me perguntando se ficar aqui é melhor do que virar mendiga na rua. E o pior de tudo é que esse monte de lembranças não deixam a minha mente, mas eu não posso contar pra ninguém por perto por motivos óbvios. Eu realmente não sei o que fazer e a cada dia que passa eu morro mais, implorando a Deus pra me levar logo, porque eu não posso mais tentar suicídio.
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